Tipos de câncer

Considera-se câncer de ânus todo tumor maligno percebido dentro do canal anal (com incidência mais frequente em mulheres) ou na pele adjacente ao mesmo (situação mais frequente em homens).

Sua ocorrência não é muito comum, mas encontra-se em elevação e tem várias causas – sendo a principal delas a infecção por alguns tipos de HPV (carcinoma epidermóide), correspondendo a 85% dos casos atuais.

Sintomas

Inicialmente, o tumor tende a ser assintomático.

Queixas como pequenos sangramentos ao evacuar, coceiras, secreções incomuns, ardor, dor e pequenas nodulações podem ocorrer nesta fase, e os sintomas são comuns a doenças benignas da área, como hemorroidas, fístulas e fissuras anais.

Com a progressão da doença surgem tumorações maiores que geralmente se ulceram, podendo acontecer secreções fétidas e até dificuldade para conter as fezes, visto a invasão do músculo esfincteriano.

Como Prevenir?

Como a maioria dos cânceres de ânus são causados pela infecção pelo HPV, que é uma doença sexualmente transmissível, o uso de preservativo nas relações e o conhecimento do histórico de saúde do(a) parceiro(a) são de grande utilidade.

Sendo os sintomas iniciais bastante semelhantes ao sintomas de doenças benignas do ânus, consultar um especialista para exame local e, assim, fazer o diagnóstico diferencial, é imprescindível.

Como fazer o diagnóstico precoce?

Sintomas anais e perianais leves podem ser tanto doença benigna quanto doença maligna inicial, e só um exame local da região perianal e do canal anal, feito por um especialista, pode proporcionar o diagnóstico precoce.

Pessoas acima de 50 anos, transplantados, imunossuprimidos, HIV+ ou com comportamento sexual de risco devem estar mais atentos a estes sintomas – e fazer exames preventivos, mesmo quando assintomáticos.

Diagnóstico

O exame proctológico (inspeção da região, toque e exame do canal com aparelhos que propiciam visão, além de coleta de material para exame anátomo-patológico) é indispensável para o diagnóstico.

Exames como ultrassonografia e ressonância nuclear magnética podem ser necessários para avaliar o grau de comprometimento do tumor aos tecidos adjacentes.

Tratamento

A decisão sobre o tratamento adequado a cada paciente vai acontecer após o diagnóstico do estágio da doença. Em fases iniciais, o tumor de ânus tem altos índices de cura, tanto pela remoção cirúrgica quanto pela combinação de rádio e quimioterapia.

Em estágios mais avançados a doença pode exigir cuidados mais profundos, como cirurgias maiores, com ou sem radioterapia ou quimioterapia prévias.

Por Dra. Alice Capobiango, médica do Instituto Mario Penna.

A bexiga é um órgão do aparelho urinário que tem por função acumular e reservar a urina produzida pelos rins. Várias substâncias tóxicas aos nossos organismos são eliminadas na urina, e isso faz com que a bexiga possa desenvolver algumas doenças com o passar do tempo.

O Câncer de bexiga se dá pelo crescimento exagerado de algumas células que recobrem internamente a parede do órgão. Esse tipo de tumor maligno é mais comum em homens do que em mulheres (na proporção de 3 por 1), e sua maior incidência encontra-se em pessoas com mais de 60 anos de vida.

No entanto, essa estatística vem se modificando: pelo fato de o Instituto Mario Penna ser uma grande referência no tratamento deste tipo de câncer, temos acompanhado jovens com menos de 18 anos que já apresentam a doença. Em recente publicação, apresentamos uma série de caso de 40 pacientes portadores de câncer de bexiga com menos de 40 anos de idade. Segundo o Instituto nacional do Câncer, no ano de 2016 foram computados 9.670 novos casos no Brasil, sendo 7.200 em homens e 2.470 em mulheres. De acordo com dados do SIM, em 2013, 3.642 brasileiros morreram em decorrência direta do câncer de bexiga.

Causas e Sintomas

O tabagismo é o fator mais relacionado ao desenvolvimento do câncer de bexiga. Se você é fumante, vale a pena pensar em parar! Segundo estudos, os efeitos do cigarro estarão presentes no seu organismo até 20 anos após a suspensão desse hábito. Fica a dica.

O Sintoma mais comum deste tipo de tumor é o aparecimento de uma urina com sangue, que, nós, médicos chamamos de hematúria. A urina fica parecendo “água de carne”, e toda hematúria macroscópica deve ser investigada e avaliada, já que existe o risco de encontrarmos esse tipo de câncer.

Outros sintomas, como ardor e dificuldade de segurar a urina, são menos frequentes.
Os exames iniciais para o diagnóstico do câncer de bexiga são o exame de urina, para confirmar o sangramento e descartar infecção, os exames de imagem, como o ultrassom, tomografia ou ressonância, dependendo da disponibilidade, e o principal método para diagnóstico é a realização de uma endoscopia a qual chamamos de cistoscopia. Através deste exame, podemos colher material para biópsia.

Diagnóstico e tratamento

Feito o diagnóstico, sabemos que cerca de 70% destes tumores se encontram na camada superficial que “forra” a bexiga, enquanto os 30% restantes já invadem a camada muscular mais profunda da parede do órgão.

O tratamento inicial consiste em uma “raspagem”, que denominamos de ressecção, a qual é realizada no bloco cirúrgico, com anestesia. Este procedimento se chama RTU de bexiga (ressecção transuretral da bexiga).

Dependendo do tipo de tumor, do tamanho, número de tumores (multicentricidade) e da profundidade de infiltração deste tumor, deveremos repetir o procedimento em 4-8 semanas para confirmar a ressecção completa do tumor. Pode ser necessário, também, a aplicação de alguns medicamentos no interior da bexiga para evitar a recorrência ou a progressão da doença. O controle oncológico rigoroso é fundamental para o sucesso do tratamento.

Para os tumores maiores que invadem a musculatura da bexiga se faz necessária a retirada completa do órgão, com uma cirurgia de grande porte e a confecção de uma nova bexiga ou um conduto urinário.

O fato animador é que novos quimioterápicos, a radioterapia e mesmo o desenvolvimento de novas tecnologias têm ajudado – e muito – na condução dos casos de tumores da bexiga, aumentando a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes acometidos por esse mal.

Espero que esse texto tenha te ajudado a esclarecer algumas dúvidas, mas lembro que, caso apresente sintomas adversos, é fundamental buscar ajuda médica para uma avaliação personalizada de cada caso.
Nós, do Instituto Mario Penna, nos colocamos à disposição para te ajudar.

Por Dr. Walter Luiz Ribeiro Cabral, médico Urologista do Instituto Mario Penna .

É o câncer que afeta lábios e o interior da cavidade oral.

Dentro da boca devem ser observados gengivas, mucosa jugal (bochechas), palato duro (céu da boca), língua (principalmente as bordas), assoalho (região embaixo da língua) e amígdalas.

O câncer do lábio é mais comum em pessoas brancas e ocorre mais frequentemente no lábio inferior.

O câncer colorretal é um dos mais frequentes no mundo inteiro, tanto em homens e quanto mulheres, e sua incidência está aumentando devido a, principalmente, hábitos de vida. Apenas cerca de 10% dos tumores tem fator genético associados.

Os principais fatores de risco dos tumores colorretais relacionados aos hábitos de vida são:
#1 Dieta rica em consumo de carne vermelha;
#2 Dieta rica em gordura e pobre em fibras vegetais tais como farelo de trigo;
#3 Hábito intestinal constipado;
#4 Sedentarismo;
#5 Tabagismo e bebidas alcóolicas.

Os sintomas mais frequentes do câncer colorretal são sangramento pelas fezes (pode ser vermelho vivo ou com aspecto de borra de café), anemia crônica, alteração do hábito intestinal, com dificuldades crescentes para evacuar, dor ao evacuar ou cólica abdominal e massa abdominal palpável.
Muitos desses sintomas aparecem quando o tumor já está avançado – por isso, precisamos ficar atentos às mudanças do nosso hábito intestinal.

Exames, tratamento e prevenção

O principal exame para detecção do câncer colorretal é a colonoscopia, estudo realizado pela introdução de um aparelho através do ânus, sob sedação do paciente. É um exame muito importante pois permite a visualização de lesões suspeitas, biópsias para coleta de material e, até mesmo, a realização do tratamento através da retirada de pólipos intestinais (verrugas que aparecem no intestino que podem virar um câncer). Sua retirada é um fator protetor para o desenvolvimento de câncer.
Hábitos de vida saudável são bem vindos na prevenção a essa doença, como não fumar, não beber, ter uma dieta balanceada, rica em fibras e pobre em carne vermelha, e praticar esportes com regularidade. A manutenção do peso ideal também diminui bastante a possibilidade de desenvolvimento do câncer colorretal.
O tratamento adequado é baseado nos achados dos exames realizados para estadiamento da doença – tomografias de tórax, abdome e pelve – e associação das condições clínicas do paciente. Ocasionalmente a ressonância magnética ou o PET-CT são indicados.

A abordagem por equipe multiprofissional capacitada é fundamental para o êxito do tratamento, que pode ser feito através de cirurgia, radioterapia e quimioterapia associadas tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório.
A cirurgia se baseia na ressecção da lesão com margem de segurança e da retirada dos linfonodos locais. Pode ser necessária a realização de colostomia ou enterostomia (bolsas no abdome para coleta de fezes) temporárias ou definitivas.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será a taxa de cura, chegando a 95% de sobrevida.

Dr. Seiji Miyata, médico do Instituto Mario Penna.

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, demora muitos anos para se desenvolver. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolau) e, por isso, é importante a sua realização periódica.

A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, com alguns subtipos de alto risco e relacionados a tumores malignos.

O esôfago é um órgão tubular que faz com que o alimento chegue ao estômago. Como é constituído por músculos, consegue se dilatar, e isso faz com que os sintomas sejam mais demorados a serem percebidos.

Os tipos mais frequentes de câncer de esôfago são o adenocarcinoma (adenoca.) e o carcinoma de células escamosas (CCE).

Sintomas: pouco frequentes na fase inicial.

Com a progressão da doença, alguns sintomas são característicos: dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite.

A dificuldade de engolir sinaliza doença em estado avançado e normalmente começa com alimentos sólidos e progride até pastosos e líquidos. A perda de peso pode chegar a mais de 10% do peso corporal.

Diagnóstico: a endoscopia digestiva (exame que mostra o interior do esôfago, do estômago e do duodeno) é o melhor exame, pois permite visualizar a lesão e colher o material para diagnóstico histológico.

Fatores de risco: tabagismo, etilismo, ingestão de bebidas quentes e doença do refluxo estão associados ao desenvolvimento dessa neoplasias.

Estadiamento: para saber se a doença está restrita ao esôfago ou se já acometeu outros órgãos devemos solicitar tomografias do tórax e do abdome e, quando possível, ultrassom endoscópico.

Tratamento: pode ser feito através de quimioterapia e radioterapia exclusivas ou através da associação de quimioterapia e radioterapia com cirurgia. Essa associação pode ser feita antes da cirurgia (neoadjuvante) ou após a cirurgia (adjuvante) e tem a finalidade de aumentar as chances de cura dos pacientes.

Durante algumas fases do tratamento pode ser necessário a colocação de sondas no abdome ou no nariz para garantir a nutrição adequada dos pacientes e melhor resposta ao tratamento que está sendo realizado.

Como a maioria dos cânceres, quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as possibilidades de sucesso do tratamento

O tratamento é interdisciplinar e envolve várias equipes. O IMP possui equipes de Cirurgia Oncológica, Oncologia Clínica e Radioterapia altamente especializadas no tratamento dessa neoplasia. A participação das equipes de Nutrição, Fisioterapia, Estomatologia (cuidados com a boca), Fonoaudiologia, dentre outros é um dos diferenciais para o sucesso do tratamento.

Por Dra. Reni Cecília Lopes Moreira

O câncer gástrico (estômago) possui dois tipos histológicos mais frequentes: adenocarcinoma do tipo intestinal (melhor prognóstico) e adenocarcinoma do tipo difuso (mais agressivo). Outros tipos que podem ocorrer são os linfomas, sarcomas e tumores do estroma (GIST).

Sintomas: são inespecíficos, como perda de peso e apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente. Podem indicar tanto uma doença benigna (úlcera, gastrite, etc.) como tumor de estômago. Vômito com sangue ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago. A presença de sangue nas fezes que se mostram escurecidas, pastosas e com odor muito forte indica sangue digerido, a famosa “aparência de borra de café”.

Diagnóstico : a endoscopia digestiva permite a visualização da lesão e realização de biópsias. Nesse exame, um tubo flexível de fibra ótica é introduzido pela boca e conduzido até o estômago. O exame é realizado sob sedação e com anestesia da garganta para diminuir o desconforto.

Fatores de risco: presença do Helicobacter piloryy (bactéria que ataca o estômago), gastrite crônica, cirurgia prévia para tratamento de úlcera, tabagismo, etilismo, consumo de nitratos (embutidos) em exagero, etc. A associação “fumo e álcool” potencializa o surgimento do câncer.

Estadiamento: para avaliar a extensão local da doença e a presença de metástases à distância (doença em outro lugar), utilizamos tomografias de tórax e abdome. A ultrassonografia endoscópica , quando possível , permite avaliar o comprometimento da parede gástrica e a propagação das células cancerosas para órgãos próximos e nódulos linfáticos.

Tratamento: a cirurgia é o tratamento de escolha. Em casos selecionados pode ser associada à quimioterapia pré ou pós operatória e também com a radioterapia. A cirurgia consiste na retirada de parte ou de todo o estômago. O tipo histológico, adenocarcinomas do tipo difuso deve ser tratado com gastrectomia total.

Prevenção: diminuir a ingestão de alimentos embutidos e de alimentos conservados sem refrigeração e aumentar o consumo de frutas e verduras frescas.

O tratamento muitas vezes é interdisciplinar e envolve várias equipes. O IMP possui equipes de Cirurgia Oncológica, Oncologia Clínica e Radioterapia altamente especializadas no tratamento dessa neoplasia. A participação das Equipes de Nutrição, Fisioterapia, Estomatologia (cuidados com a boca) e Fonoaudiologia, dentre outras, é um dos diferenciais para o sucesso do tratamento.

Por Dr. Cássio Cintra Mário Carvalho Jr.

Os tumores malignos de fígado podem ser divididos em dois tipos: o câncer primário, que tem sua origem no próprio órgão, e o secundário ou metastático, originado em outro órgão e que atinge, também, o fígado.
Dentre os tumores originados no fígado o mais frequente é o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular, responsável por 80% dos casos.

Outros tipos de câncer primário de fígado são o colangiocarcinoma, originado nos dutos biliares do fígado, o angiossarcoma, câncer raro que se origina nos vasos sanguíneos do órgão, e o hepatoblastoma, tumor maligno raro que atinge recém-nascidos e crianças nos primeiros anos de vida.

O câncer de laringe ocorre predominantemente em homens e é um dos mais comuns entre os que atingem a região da cabeça e pescoço.
A doença representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem essa área e 2% de todas as doenças malignas. Sua ocorrência pode se dar em uma das três porções em que se divide o órgão: laringe supraglótica, glote e subglote.
Aproximadamente 2/3 dos tumores surgem na corda vocal verdadeira, localizada na glote, e 1/3 acomete a laringe supraglótica (acima das cordas vocais).
O tipo histológico mais prevalente, em mais de 90% dos pacientes, é o carcinoma epidermoide.
Atenção: A informação existente neste portal pretende apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Fevereiro é o mês do combate à leucemia, doença maligna originada na medula óssea – local em que as células de sangue são formadas. Esse tipo de câncer acomete os leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, os quais começam a se reproduzir de maneira descontrolada, dando início aos primeiros sinais da leucemia. Em 2016, a doença atingiu mais de 10 mil pessoas, segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA.

Os primeiros sintomas são um reflexo do acúmulo das células anormais, as quais prejudicam a produção dos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Dessa forma, podendo causar anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, sangramentos na gengiva e nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos.  Outros sinais da doença são gânglios linfáticos inchados e sem dor (principalmente, na região das axilas e pescoço), perda de peso sem motivo aparente, febre ou suores noturnos, desconforto abdominal (inchaço do baço ou fígado), dor nas articulações e ossos.

A leucemia ainda possui uma classificação própria, de acordo com a velocidade da divisão das células, sendo crônica quando se desenvolve lentamente e aguda quando é mais rápida. Diante disso, a doença é dividida em quatro subtipos: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfoide aguda (LLA) e leucemia linfoide crônica (LLC).

O diagnóstico é feito por uma avaliação médica e por meio da coleta de medula óssea para exames específicos. Em geral, o tratamento inclui a quimioterapia e pode ser indicado também o transplante de medula óssea.

 

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

 

Conhecida também como doença de Hodgkin, essa forma de câncer se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, que produzem as células responsáveis pela imunidade e vasos que as conduzem pelo corpo.

Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas a maior incidência do linfoma é em adultos jovens, entre 25 e 30 anos.

A doença surge quando um linfócito (tipo de glóbulo branco) se transforma em célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se. A célula maligna começa a produzir nos linfonodos cópias idênticas (também chamadas de clones). Com o passar do tempo, há risco de essas células malignas se disseminarem para tecidos vizinhos e, se não houver tratamento, atingir outras partes do corpo.

Nos últimos 50 anos, o número de casos permaneceu estável, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento. A maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin pode ser curada com tratamento adequado.

 

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

 

Os linfomas são neoplasias malignas, originárias dos gânglios (ou linfonodos), organismos muito importantes no combate a infecções.

Há mais de 20 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin. Entre os linfomas, é o tipo mais incidente na infância. Por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

 

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

 

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Quase 30% dos novos casos de câncer diagnosticados em mulheres, anualmente, são de mama.

Mulheres com mais de 50 anos são mais propensas a desenvolver a doença, mas existe um número significativo de casos diagnosticados antes dos 40. Homens também podem ser acometidos pelo câncer de mama; no entanto, em uma proporção muito menor, representando 1% dos casos.

O câncer de mama não é uma doença uniforme: existem vários tipos diferentes, determinados pelo seu comportamento biológico (alguns mais agressivos, outros
menos). A definição das características biológicas de cada tumor é essencial para definir o tratamento adequado.

Em sua grande maioria, os tumores são de bom prognóstico, principalmente quando diagnosticados em fase inicial, quando a chance de cura gira em torno de 95%.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, no ano de 2016, foram diagnosticados 57.960 novos casos no Brasil, e que ocorreram, aproximadamente, 15.000 mortes em decorrência da doença.

Benignidade e Malignidade do Câncer de Mama

Um nódulo ou tumor de mama é formado por células do tecido mamário e pode ser benigno ou maligno, de acordo com as características de suas células. Tais características só podem ser analisadas através de biópsia e avaliação microscópica do tecido.

Nódulos chamados de benignos não são câncer, e suas células têm aparência normal. O crescimento desses nódulos é lento e eles não invadem os tecidos vizinhos ou se espalham para outras partes do corpo.

Os nódulos ou tumores chamados de malignos são câncer de mama. Suas células são muito diferentes das células normais do tecido mamário, e seu crescimento é desordenado e rápido. A característica mais importante do câncer de mama é a possibilidade de suas células invadirem tecidos vizinhos e se espalharem para outras partes do corpo (as chamadas metástases).

Geralmente, a origem das células que formam o câncer de mama é do revestimento dos ductos mamários.

Tipos de Câncer de Mama

Carcinoma ductal in situ: é a fase mais inicial do câncer de mama, quando ainda não há invasão de tecidos vizinhos ou metástases.

Carcinoma ductal invasivo: o tipo mais comum de câncer de mama. Suas células se originam do revestimento dos ductos mamários e há invasão para tecidos vizinhos. Existe a capacidade de desenvolvimento de metástases.

Carcinoma lobular invasivo: é o segundo tipo mais comum de câncer de mama. Suas células são provenientes das estruturas lobulares responsáveis pela produção de leite. Esse tipo histológico pode estar relacionado a um maior risco de desenvolvimento de câncer na outra mama, além de metástases.

Fatores de Risco

O câncer de mama não tem uma causa única: diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como sexo, idade, fatores endócrinos, história reprodutiva e estilo de vida, além de fatores ambientais, genéticos e hereditários.

Sexo e Idade

O principal fator de risco é ser do sexo feminino, seguido da idade: quanto mais velha a mulher, maiores são suas chances de desenvolver a doença.

Esse fator é comum, também, a outros tipos de neoplasias, que são doenças degenerativas em sua essência.

Fatores endócrinos e história reprodutiva

O hormônio feminino estrogênio é um dos principais indutores e promotores da doença. Seu estímulo se dá através da produção pelo próprio organismo ou por consumo externo.

O tempo total em que uma mulher é exposta ao estrogênio durante sua vida interfere no perfil de risco – portanto, a idade muito precoce da primeira menstruação (antes dos 12 anos), a menopausa tardia (após os 55 anos), o primeiro parto somente após os 30 anos ou não ter filhos, além da terapia de reposição hormonal após a menopausa, aumentam a exposição e o risco.

Estilo de vida e fatores ambientais

A ingestão de bebida alcoólica, mesmo em quantidades moderadas, aumenta o risco para o câncer de mama. Além desse hábito, o tabagismo é um fator que também parece aumentar o risco, mas o resultado das pesquisas ainda é contraditório na análise dessa relação.

A relação entre o uso da pílula anticoncepcional e o risco para câncer de mama é controversa. A recomendação é que os contraceptivos não sejam usados por um longo período em idade precoce e antes da primeira gravidez. As pílulas de dosagens hormonais mais baixas parecem não ter associação com o aumento de risco para a doença.

O sobrepeso e a obesidade estão diretamente ligados à doença em mulheres adultas: as chances de desenvolver câncer de mama aumentam em 1,5 a 3,5 vezes em relação à mulheres de peso normal (IMC <25), principalmente após a menopausa, uma vez que, nessa fase da vida, o tecido adiposo é a principal fonte de estrogênio.

A exposição prévia à radiação ionizante também aumenta o risco de desenvolvimento da doença, mas depende muito da dose e da frequência. Doses altas ou moderadas de radiação ionizante, como na exposição torácica durante o tratamento radioterápico em idade jovem, ou mesmo doses baixas, mas muito frequentes, como na exposição a exames de radiografia de tórax ou mamografia, podem interferir no risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Fatores genéticos e hereditários

O câncer de mama sempre acontece devido a alterações genéticas, e a maioria delas acontece de maneira esporádica. Porém, em cerca de 5% dos casos é possível identificar mutações genéticas familiares ou hereditárias.

Em seu funcionamento normal, o corpo substitui células antigas por células novas e saudáveis. Determinadas mutações podem alterar a habilidade da célula de manter sua divisão e reprodução sob controle, produzindo, em excesso, células cujo comportamento é anormal.

A presença de mutações em determinados genes, especialmente BRCA 1 e BRCA 2, confere um alto risco de desenvolvimento de câncer de mama e ovário em idade jovem. Existem outras mutações genéticas relacionadas ao aumento do risco de câncer de mama , mas são bem menos comuns.

Mulheres com histórico familiar consanguíneo de vários casos de câncer de mama e/ou ovário, sobretudo em idade jovem, histórico pessoal de câncer de ovário, de mama bilateral ou de mama em homens da família devem ser estudadas quanto à presença de mutações genéticas.

Um histórico familiar relevante pode determinar um alto risco de desenvolvimento da doença, necessitando recomendações específicas de rastreamento para permitir um diagnóstico precoce.

Sintomas

O câncer de mama não apresenta sintomas específicos. Por isso, o rastreamento através do exame físico e da mamografia anual são o pilar do diagnóstico precoce.

As mulheres devem ser encorajadas a conhecer bem suas mamas através da observação e palpação, não havendo necessidade de aplicar técnicas específicas ou a obedecer cronologias estabelecidas. Sabendo o que é o normal e habitual em seu corpo, serão capazes de perceber qualquer alteração.

O sinal mais comum de câncer de mama é a detecção de um nódulo indolor, endurecido e irregular, ao contrário de nódulos benignos, que habitualmente são bem delimitados, arredondados, macios e móveis.

Alterações que podem ser percebidas pela própria mulher incluem o aparecimento de nódulos ou áreas de consistência alterada, alterações do mamilo e aureola (retrações, coceira, saída espontânea de secreção), alterações do formato, coloração, contorno ou volume da mama, nódulos indolores na axila ou no pescoço, entre outros.

Sempre que houver dúvida, a mulher deverá procurar assistência médica para esclarecer o achado, pois todas as alterações citadas podem, também, estar relacionadas a doenças benignas.

Prevenção

Ainda não existe uma maneira absoluta de prevenir o aparecimento de um câncer de mama, uma vez que seu surgimento depende de inúmeros fatores, alguns deles inalterados.

Porém, as recomendações básicas para prevenir a doença estão no estímulo dos fatores sabidamente protetores, e no controle dos fatores de risco variáveis: evitar a obesidade, manter uma dieta saudável e equilibrada, praticar atividade física regularmente, principalmente após a menopausa e limitar a ingestão de bebidas alcoólicas representam as recomendações mais importantes para a prevenção e podem reduzir o risco de desenvolvimento da doença em até 28%. A amamentação por período prolongado também é considerada um fator protetor.

A terapia de reposição hormonal (TRH), quando estritamente indicada na pós-menopausa, deve ser feita sob rigoroso controle médico e pelo tempo mínimo necessário.

Detecção Precoce

A detecção do câncer de mama em fases iniciais aumenta as chances de cura da doença e permite oferecer um tratamento mais eficaz e menos agressivo.

O diagnóstico precoce é a principal arma no combate aos efeitos negativos da doença, sendo fundamentado por mamografias anuais associadas ao exame físico regular.

A mamografia de rastreamento é realizada em mulheres sem sinais ou sintomas da doença e pode reduzir a mortalidade causada por ela em até 30%. Por isso, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que toda mulher a partir dos 40 anos faça o exame anualmente.

A mamografia diagnóstica tem a finalidade de esclarecer achados suspeitos e pode ser solicitada em qualquer idade e a qualquer momento, seguindo critérios médicos. Outros exames de imagem, como a ultrassonografia ou a ressonância magnética das mamas, podem auxiliar no diagnóstico, mas não estão previstos rotineiramente e devem ser indicados somente a critério médico.

Mulheres com risco elevado de câncer de mama devem ser submetidas a uma estratégia de rastreamento distinta, incluindo exames físicos e de imagem em periodicidade particular para este grupo.

Diagnóstico

Uma vez detectada alguma alteração suspeita, através de exames clínicos, de imagem ou pela própria mulher, o achado deverá ser esclarecido através do estudo das células ou do tecido em questão.

Estão disponíveis diferentes técnicas para a obtenção de material, como a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), que obtém células para estudo, a biópsia por agulha grossa (BAG), que obtém fragmentos de tecido como, por exemplo, de um nódulo, ou a biópsia cirúrgica, que consiste na ressecção da alteração por meio de cirurgia.

Tratamento

O tratamento do câncer de mama está em três pilares: na cirurgia, na radioterapia e no tratamento sistêmico (quimioterapia e hormonioterapia). A sequência na qual são indicados depende da análise de cada caso.

As cirurgias para tratamento do câncer de mama podem ser parciais ou conservadoras, que consistem na retirada parcial da mama e sempre são complementadas por radioterapia, ou em mastectomias, que consistem na retirada total da mama.

O câncer de mama invasor sempre inclui a abordagem cirúrgica da axila, que pode ser feita através de biópsia do linfonodo sentinela (retirada dos gânglios axilares com maior probabilidade de comprometimento por células tumorais) ou de linfadenectomia axilar (retirada de vários gânglios quando não há dúvidas a respeito de seu comprometimento tumoral).

A radioterapia é uma forma de tratamento local que destrói células tumorais empregando feixes de radiação ionizante, diminuindo as chances de recidiva da doença no local em que é aplicada. A cirurgia conservadora da mama sempre será acompanhada de radioterapia, e sua indicação complementar após mastectomias dependerá da análise de cada caso.

O tratamento sistêmico tem como objetivo impedir que células malignas se instalem em locais distantes da mama. Aplicado após a cirurgia, é chamado de adjuvante e pode ser indicado mesmo quando não há mais indícios da doença.

Em alguns casos, o tratamento sistêmico pode ser indicado antes da cirurgia para diminuir o volume tumoral e permitir procedimentos menos extensos e agressivos, sendo então chamado de neoadjuvante.

Controle

O tratamento do câncer de mama engloba uma equipe multidisciplinar, incluindo profissionais médicos como mastologista, oncologista e radioterapeuta e outros profissionais da saúde, como psicólogo e fisioterapeuta.

Após o diagnóstico e o tratamento de um câncer de mama, a mulher será acompanhada de perto por todos esses profissionais de acordo com suas necessidades.

Cada equipe médica tem seu protocolo de seguimento, associado ou não a exames complementares. Inicialmente é preconizado um controle trimestral, posteriormente semestral e finalmente anual. Os exames específicos de mama, principalmente a mamografia, devem ser realizados anualmente ou a critério médico.

Por: equipe de Mastologia do Instituto Mário Penna:
Dr. Wagner Antonio Paz
Dra. Soraya de Paula Paim
Dr. Gustavo Lanza de Mello
Dra. Kerstin Kapp Rangel

Pouco frequente, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado – e o de menor chance de cura.

Cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico. A maioria dos tumores de ovário são carcinomas epiteliais (câncer que se inicia nas células da superfície do órgão), o mais comum, ou tumor maligno de células germinativas (que dão origem aos ovócitos, chamados erroneamente de óvulos).

 

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

 

Os tumores de pâncreas mais comuns são do tipo adenocarcinoma (que se origina no tecido glandular), correspondendo a 90% dos casos diagnosticados. A maioria dos casos afeta o lado direito do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda (lado esquerdo).
Pelo fato de ser de difícil detecção, o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade, por conta do diagnóstico tardio e de seu comportamento agressivo. No Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença.
Raro antes dos 30 anos, torna-se mais comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 habitantes entre 40 e 50 anos para 116/100.000 habitantes entre 80 e 85 anos. A incidência é mais significativa em homens.

 

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

Moramos em um país tropical e ensolarado, e esse fato pode levar ao surgimento de neoplasias (câncer) de pele.

Os principais tipos são o melanoma, mais agressivo quando diagnosticado tardiamente, e os não-melanoma, representados, principalmente, pelo carcinomas de células escamosas (CCE) e os carcinomas basocelulares (CBC).

Melanoma

Sintomas: pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. O aparecimento de uma lesão pigmentada escura (pinta) e com bordas irregulares pode levar à suspeição da doença.

Em casos de  lesão pigmentada pré-existente, o crescimento de tamanho e a alteração na coloração e na forma da lesão também merecem atenção. Sua cor pode variar do castanho-claro ao preto (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (área mais clara),  que pode significar parte do melanoma com área de regressão espontânea.

Diagnóstico: há diferentes tipos de biópsias que podem ser utilizados para diagnosticar um câncer de pele, e a escolha dependerá do tamanho da área afetada e sua localização no corpo. Preferencialmente deve-se fazer uma  biópsia (retirada da lesão), com margens pequenas  para que a  espessura potencial possa ser examinadas com cuidado.

Estadiamento: todo paciente portador de melanoma deverá fazer tomografia do tórax, abdome, pelve e crânio para investigar se a doença está localizada ou se desenvolveu metástases (se espalhou) para outros órgãos.

 Tratamento: retirada da lesão com margens livres e, quando indicado, fazer pesquisa de linfonodo sentinela para avaliar esvaziamento linfonodal, a retirada de gânglios (ínguas) que podem ter células tumorais. O linfonodo sentinela serve para ver se a doença acometeu os linfonodos próximos da lesão.

Não melanoma

 Esse câncer de pele é representado pelo CCE, que tem característica mais agressiva por poder dar metástases à distância (espalhar para outros órgãos), e pelo CBC, que apresenta um comportamento menos agressivo.

Sintomas: feridas na pele cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, mudanças na cor de manchas pré-existentes, manchas pruriginosas (que coçam), ardem, descamam ou sangram. Nesses casos, deve-se procurar o médico dermatologista ou cirurgião oncológico o mais rápido possível.

Estadiamento: radiografias da área acometida quando indicado e se a lesão sugerir invasão óssea. Também podem ser realizada tomografia de acordo com a indicação.

Prevenção: evitar exposição solar é o principal fator de proteção. Devemos lembrar que o uso dos filtros solares deve ser diário, e não restrito aos momentos de lazer, devendo-se passar o filtro solar várias vezes ao dia.

Pessoas de pele clara, que já tenham história prévia de ressecção de lesões ou que usam imunossupressores devem  ficar atentas a ao surgimento de lesões pigmentares ou mudança nas características das lesões já existentes.

Infelizmente muitas vezes os pacientes são diagnosticados tardiamente e, para obtermos a cura, é necessário a realização de grandes incisões ou até mesmo a amputação de membros.

As neoplasias de pele, quando diagnosticadas precocemente, podem ser curadas sem causar extensas cicatrizes ou risco de perda de membros para os pacientes.

Por Dra. Reni Cecília Lopes

 

O câncer de pênis (CP) é uma doença rara entre os homens, porém extremamente  agressiva, causando enorme impacto à saúde física e mental dos pacientes acometidos por este câncer.

A doença está intimamente relacionada ao desenvolvimento socioeconômico. Dessa forma, é rara nos Estados Unidos e na Europa. Em regiões subdesenvolvidas, o CP apresenta incidência bem maior, ou seja, maior número de casos.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença representa até 2% do cânceres em homens. Da mesma forma que no resto do mundo, no Brasil a incidência varia em relação ao desenvolvimento de cada região, sendo esta maior nas regiões Norte e Nordeste, onde pode representar até 17% dos cânceres em homens e se torna claramente um problema de saúde pública. Este dado conota a falta de acesso da população à atenção básica de saúde e a importância deste câncer no contexto Brasileiro.

Fatores de Risco 

Os principais fatores de risco para ocorrência do CP estão relacionados à inflamação crônica do pênis decorrente, principalmente, das más condições de higiene e limpeza.

Além disso, a presença de fimose por muito tempo, ou mesmo excesso de prepúcio (pele que cobre a glande do pênis), associados à hábitos de higiene local precários e baixa condição sociocultural, podem induzir a um quadro de inflamação crônica e aumento do risco para o CP.

Certos vírus, como o Human Papilloma Virus (HPV), tem relação indireta no desenvolvimento do câncer de pênis: o DNA do HPV pode ser encontrado em até metade dos tumores, sendo que os subtipos 16 e 18 são os mais frequentes.

Tratamento 

O tratamento da doença baseia-se na ressecção da lesão peniana com o objetivo de ressecção completa do tumor, com margens cirúrgicas livres e a manutenção de um coto peniano residual adequado.

Após esta fase, segue-se a classificação deste tumor e avalia-se a necessidade de retirada dos linfonodos (gânglios) inguinais, uma vez que existe o alto risco de disseminação mestastática para estes gânglios, o que representa, atualmente, o principal fator prognóstico dos pacientes com CP – ou seja, os pacientes com doença nestes gânglios podem ter uma evolução pior e até morrer pela doença.

Exames de imagem da região inguinal têm valor limitado na detecção de lesões metastáticas iniciais, como o ultrassom e a tomografia.

O tratamento quimioterápico com medicação para o CP não apresenta resultados satisfatórios. Os esquemas mais utilizados são a base de cisplatina associada aos taxanos, porém reservados aos pacientes com doença irressecável como forma de melhora para possibilitar a cirurgia.

Levando-se em consideração a agressividade e o comportamento insidioso do CP, principalmente em relação às metástases, fica claro a necessidade de maior conhecimento do desenvolvimento deste tumor.

Atualmente, o uso da  tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) está sendo avaliada como uma importante ferramenta na tentativa em aumentar a eficácia do diagnóstico de prováveis metástases linfonodais ocultas e evitar cirurgias desnecessárias.

O Instituto Mario Penna, em parceria com a UFMG, possui uma série de pacientes que foram submetidos ao PET/CT para detecção de tumores penianos com resultados são extremamente promissores. Estes estudos estão sendo publicados e os profissionais do IMP estão analisando marcadores (“partes” das células tumorais que podem indicar o seu comportamento maligno e orientar tratamentos futuros) destes tumores para tentar prever o comportamento dos mesmos.

Dessa forma, a investigação de novos exames moleculares e o reconhecimento de marcadores tumorais nos cânceres de pênis são importantes ferramentas para um melhor conhecimento do perfil dessa doença e do manejo dos pacientes. Isso poderá, em um futuro próximo, minimizar o sofrimento do tratamento.

É importante ressaltar que a orientação da limpeza da genitália desde criança e melhorias no saneamento básico e atendimento da população à saúde básica também são fatores fundamentais e simples que podem prevenir o aparecimento dessa doença.

Por Dr. André Lopes Salazar, médico Urologista do Instituto Mario Penna.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).
Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.
Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.
Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e levando à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

 

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

 

Sintomas: tosse, geralmente seca e com duração maior que 03 semanas, presença de sangue no escarro, falta de ar e pneumonia de repetição. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns para o paciente.

Fatores de risco: tabagismo, tabagismo passivo (conviver com fumantes), e mesmo o hábito de fumar e não inalar ou tragar a fumaça está diretamente ligado ao risco de desenvolver câncer de pulmão.

Risco ocupacional: trabalhadores em mineradoras, construção naval, fábricas de isolantes térmicos e freios, principalmente quando fumantes, também têm risco maior devido ao contato com agentes cancerígenos como arsênio, amianto, asbesto e cloreto de vinila, dentre outros.

Diagnóstico: raio-X do tórax complementado por tomografia computadorizada.

A broncoscopia (endoscopia respiratória) deve ser realizada para avaliar as vias aéreas e, eventualmente, permitir a biópsia. Toracoscopia e Mediastinoscopia (visualização dos pulmões e do mediastino através de câmera de vídeo) também permitem a coleta de material para biópsia.

A coleta de líquido na pleura, quando presente, também complementa o diagnóstico.

Estadiamento: avalia evolução da doença e verifica se a doença está restrita ao pulmão ou acometeu outros órgãos. Utilizamos tomografia computadorizada do tórax, abdome e cérebro, mas Cintilografia óssea e Ressonância Magnética do cérebro também podem ser usadas, sendo importantes para uma avaliação precisa e definição da conduta a ser seguida.

Tratamento: cirurgia, quimioterapia ou radioterapia são as opções, podendo ser utilizadas individualmente ou em associação, dependendo do tipo de tumor e da extensão da doença.

Prevenção: parar de fumar reduz o risco de desenvolver câncer de pulmão e outros tipos da doença. Em relação ao risco ocupacional, medidas de proteção do trabalhador para evitar o contato com os agentes de risco são fundamentais.

O tumor de testículo corresponde a 5% do total de casos de câncer entre os homens. É facilmente curado quando detectado precocemente e apresenta baixo índice de mortalidade.
Apesar de raro, preocupa pelo fato de sua maior incidência s dar em homens em idade produtiva, entre 15 e 50 anos. Nessa fase, há chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites (inflamação dos testículos e dos epidídimos (canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma) geralmente transmitidas sexualmente.

 

Fonte: Instituto Nacional do Câncer

 

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