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Sol e Câncer de Pele

21/12/2017 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Saúde e Câncer

As reações causadas pela luz solar sobre a pele são várias, sendo tanto positivas quanto negativas. Dependem, entre outros fatores, da intensidade da exposição, do comprimento de onda da radiação, do tipo de pele de cada um, da época do ano, do local (relevo). Os efeitos da radiação ultravioleta (UV) sobre a pele podem ser imediatos (agudos) ou tardios (crônicos). Saiba mais sobre eles:

Efeitos imediatos:

Eritema (até queimaduras), elevação da temperatura corporal (até insolação), pigmentação imediata e persistente, bronzeamento tardio, imunossupressão e produção de vitamina D.

Efeitos tardios:

Fotoenvelhecimento e câncer de pele.

Fotoimunossupressão:

A imunossupressão provocada pela radiação ultravioleta leva a alterações de resposta celular a antígenos alergênicos e infecciosos, assim como permite a promoção da carcinogênese cutânea, o que faz da radiação UV um carcinógeno completo (indução/promoção).

Fotoenvelhecimento:

Consiste no desenvolvimento de rugas profundas, espessamento da pele, dilatação dos vasos sanguíneos e aparecimento de múltiplas lesões pigmentadas (manchas acastanhadas) nas áreas fotoexpostas. Resulta da combinação de danos provocados pela radiação UV (principalmente UVA), associado a alterações intrínsecas (idade). Estudos têm evidenciado que o uso de protetores solares previne essas alterações associadas ao fotoenvelhecimento.

Fotocarcinogênese:

Consiste no desenvolvimento de cânceres cutâneos induzidos pela radiação UV, que produz radicais livres  que levam à quebra do DNA, sendo letais e mutagênicos. Na pele, a melanina é um importante cromóforo, que age como filtro na absorção das radiações UVA, UVB e luz visível.  A melanina absorve a radiação visível, ajudando a transformar essa energia em calor e dispersando-a entre os pelos e capilares sanguíneos. Ela auxilia também na eliminação de radicais livres e preserva o DNA. A pele fotoexposta é suscetível tanto a cânceres cutâneos não-melanoma quanto ao melanoma.

Câncer cutâneo não-melanoma:

Está relacionado à exposição UVA e UVB, uma vez que ambas geram danos ao DNA e imunossupressão.

Câncer cutâneo melanoma:

Tem sido demonstrada uma relação direta entre exposição à radiação UV e o risco de desenvolvimento desse tumor. Entretanto, parece haver uma associação com exposição aguda e intensa.

Recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Fotoproteção:

Conjunto de medidas direcionadas a reduzir a exposição ao sol e prevenir o desenvolvimento do dano actínico agudo e crônico. São consideradas medidas fotoprotetoras: educação em fotoproteção, fotoproteção tópica, fotoproteção mecânica (coberturas, vidros, uso de roupas e acessórios).

A SDB também recomenda a combinação do maior número possível de medidas de proteção solar, tais como:

  • Não se expor ao sol entre 10 e 15 horas. Dependendo do local e época do ano, esee período pode se estender;
  • Use roupas e chapéus protetores;
  • Use óculos de sol;
  • Aproveite as sombras naturais;
  • Utilize protetor solar com fator de proteção 30 ou maior, aplicando cerca de 2mg/cm², pela manhã, ao meio-dia e sempre que sair ao sol no dia a dia. Durante a exposição solar, reaplique-o de 2 em 2 horas ou após longos períodos de imersão.

Por Dra. Maria Imaculada Milagres – Dermatologista do Instituto Mário Penna.

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