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Conheça os protocolos de saúde do paciente oncológico

15/06/2018 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Cuidados Paliativos



Cuidados Paliativos, há o que fazer?

Devemos reconhecer a importância e o crescimento dos Cuidados Paliativos, para isso é necessário entender e reforçar seu conceito. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), trata-se da assistência que deve ser promovida por uma equipe que conta com a atuação de várias áreas da saúde, como medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, entre outros. O objetivo é proteger, melhorar a qualidade de vida de pacientes que são portadores de uma doença que não possui cura. O princípio dos Cuidados Paliativos é prevenir e identificar precocemente sinais e sintomas como dor, falta de ar, náuseas, vômitos e outros. Devemos salientar que o paciente deve ser abordado em todas as dimensões do indivíduo: física, social, psicológica e espiritual.

Quando a terapia curativa não for mais indicada, será estabelecido um novo plano terapêutico multidisciplinar, abrangendo a todas as dimensões citadas, com foco no controle de sintomas, o que não significa o fim de um tratamento ativo. Neste momento serão intensificados os cuidados a fim aliviar os sinais e sintomas presentes.

Quanto mais precocemente forem estabelecidas medidas de controle, mais efetivas elas serão durante todo o decorrer da doença. Para isso, é importante implantar diretrizes de cuidados através de protocolos que norteiam os processos de decisão dos médicos, enfermeiros, psicólogos, além de diversos outros profissionais.

A dor é um sintoma que interfere nas atividades de vida diárias, manter uma alimentação, bom padrão de sono, confinamento ao leito. Com o passar do tempo pode desencadear sintomas psicológicos, como introspecção e até mesmo a depressão, impactando desde a saúde física até a saúde mental. Definir uma forma de mensurá-la. entendendo que a ela só pode ser medida por quem a sente, e estabelecer e padronizar medicamentos corretos para tratar cada tipo de dor se tornou hoje, padrão de excelência assistencial e melhoria da qualidade de vida do paciente.

Com os tratamentos adotados no processo de adoecimento, como administração prolongada de antibióticos venosos e quimioterapia, a rede venosa fica fragilizada e dificultando o estabelecimento de um acesso venoso para administração de soro e medicamentos. Por isso, pensando em diminuir o incômodo das várias tentativas de punções, é estabelecido o uso de Hipodermóclise. Se trata da administração de medicamentos no tecido subcutâneo, de forma segura, não sendo necessário passar pelo doloroso procedimento de localizar uma veia viável para punção.

O acompanhamento psicológico durante o período em que o paciente encontra-se em medidas paliativas é essencial para efetividade das condutas dos profissionais envolvidos no cuidado. A atuação deste profissional busca trazer apoio ao paciente e aos familiares, tornar o processo mais natural, com melhor aceitação e entendimento. O adoecimento afeta toda estrutura de vida do paciente e daqueles que o cercam. Por isso, muitas vezes é necessário também o auxílio do Serviço Social nas medidas de cuidado físico e social como intervenção no núcleo familiar.

São várias as condutas que podem e devem ser estabelecidas para tornar a vida e a experiência do paciente em Cuidados Paliativos mais agradável, com máximo conforto possível. Para isso, deve-se sempre levar em conta a vontade do paciente e sua história de vida, hábitos, costumes, crenças, bem como de seus familiares e envolvê-los nos processos de cuidado e de decisão.

Sim, ainda há muito o que fazer!

Enfª Silvia Caroline Fernandes Baeta Neves – Enfermeira Paliativista do IMP
Especialista em Oncologia

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