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Câncer de pele e a reconstrução plástica

18/12/2017 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Fale com um especialista

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele é a neoplasia maligna mais frequente na população mundial e incide principalmente em adultos com idade acima de 50 anos. Ela pode ser dividida basicamente em carcinomas não-melanoma e melanoma. Dentre as neoplasias classificadas como não-melanoma, que correspondem a 85% dos casos, temos o Carcinoma Basocelular (80%) e o Carcinoma Espinocelular (20%) . Os melanomas possuem menor incidência, porém, habitualmente, apresentam comportamento mais agressivo e tem maior morbidade em relação às outras neoplasias cutâneas.

Fatores de risco

A exposição solar crônica é o principal fator para o surgimento do câncer de pele. Fatores genéticos e familiares também podem contribuir para o seu aparecimento, assim como algumas doenças da pele – Xeroderma Pigmentoso e Vitiligo. O uso diário de bloqueadores solares é recomendado, associado ao cuidado e moderação à exposição ao sol nos horários de maior incidência dos raios UVB e UVA – entre 10h e 16h.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pele é inicialmente clinico, através do exame das lesões suspeitas, utilizando lentes de aumento e até mesmo microscópio – procedimento conhecido como dermatoscopia. Todas as lesões de pele que apresentam crescimento progressivo, assimetria, alterações de cor, prurido, sangramento ou irregularidades no seu contorno devem ser examinadas por um especialista. Também devem ser consideradas suspeitas as feridas que não cicatrizam em menos de 3 semanas. A biópsia é indicada para confirmação histológica e para o direcionamento do tratamento. A pesquisa de metástases é fundamental nos casos de melanoma e a biópsia do linfonodo sentinela deve ser considerada nas lesões ulceradas e com espessura maior que 0,76mm. O câncer não-melanoma raramente apresenta metástases.

Tratamento na perspectiva da reconstrução plástica:

Todo paciente que tem a suspeita de qualquer neoplasia de pele ou de mucosa deve ser avaliado por um cirurgião plástico para esclarecer as possibilidades de tratamento e de reconstrução. A radioterapia pode ser indicada em situações específicas e a quimioterapia em alguns casos de melanoma. Entretanto, o tratamento cirúrgico é a principal estratégia no combate ao câncer de pele. As lesões de menor dimensão, ou que não comprometem estruturas importantes, podem ser tratadas com a ressecção cirúrgica simples e reconstrução através da sutura das bordas, elaboração de retalhos locais ou enxertos de pele e mucosa.

As lesões extensas e que se localizam na face – pálpebras, nariz, lábios, couro cabeludo, orelha – exigem tratamento com equipes especializadas em oncologia, muitas vezes com a participação em conjunto das equipes no ato cirúrgico e no acompanhamento pós-operatório. A reconstrução muitas vezes é feita em etapas– enxertos compostos, retalhos miocutâneos, microcirúrgicos – e o resultado final pode acontecer depois de meses e até mesmo anos após o início do tratamento. Mesmo após ressecção e tratamento do câncer de pele o paciente deve manter o acompanhamento ambulatorial durante vários anos, devido ao risco de recidiva e aparecimento de novas lesões.

Pós-operatório e recuperação

O período após a cirurgia é fundamental para uma boa recuperação e o sucesso do procedimento cirúrgico. Normalmente o repouso é feito por 30 dias e os retornos ambulatoriais semanalmente com o cirurgião. Na maioria dos casos, os curativos podem ser feitos em casa ou no posto de saúde.

Por Dr. Hugo Leonardo de Resende Rodrigues
Médico Cirurgião Plástico do Instituto Mário Penna desde 2010.

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