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Conheça os hábitos saudáveis e prevenção para o câncer de colorretal

01/03/2018 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Fale com um especialista Saúde e Câncer



O câncer colorretal é um dos mais frequentes no mundo inteiro, tanto em homens e quanto mulheres, e sua incidência está aumentando devido a, principalmente, hábitos de vida. Apenas cerca de 10% dos tumores tem fator genético associados.

Os principais fatores de risco dos tumores colorretais relacionados aos hábitos de vida são:

– Dieta rica em consumo de carne vermelha;
– Dieta rica em gordura e pobre em fibras vegetais tais como farelo de trigo;
– Hábito intestinal constipado;
– Sedentarismo;
– Tabagismo e bebidas alcoólicas.

Os sintomas mais frequentes do câncer colorretal são sangramento pelas fezes (pode ser vermelho vivo ou com aspecto de borra de café), anemia crônica, alteração do hábito intestinal, com dificuldades crescentes para evacuar, dor ao evacuar ou cólica abdominal e massa abdominal palpável.
Muitos desses sintomas aparecem quando o tumor já está avançado – por isso, precisamos ficar atentos às mudanças do nosso hábito intestinal.

Exames, tratamento e prevenção

O principal exame para detecção do câncer colorretal é a colonoscopia, estudo realizado pela introdução de um aparelho através do ânus, sob sedação do paciente. É um exame muito importante pois permite a visualização de lesões suspeitas, biópsias para coleta de material e, até mesmo, a realização do tratamento através da retirada de pólipos intestinais (verrugas que aparecem no intestino que podem virar um câncer). Sua retirada é um fator protetor para o desenvolvimento de câncer.
Hábitos de vida saudável são bem vindos na prevenção a essa doença, como não fumar, não beber, ter uma dieta balanceada, rica em fibras e pobre em carne vermelha, e praticar esportes com regularidade. A manutenção do peso ideal também diminui bastante a possibilidade de desenvolvimento do câncer colorretal.
O tratamento adequado é baseado nos achados dos exames realizados para estadiamento da doença – tomografias de tórax, abdome e pelve – e associação das condições clínicas do paciente. Ocasionalmente a ressonância magnética ou o PET-CT são indicados.

A abordagem por equipe multiprofissional capacitada é fundamental para o êxito do tratamento, que pode ser feito através de cirurgia, radioterapia e quimioterapia associadas tanto no pré-operatório quanto no pós-operatório.
A cirurgia se baseia na ressecção da lesão com margem de segurança e da retirada dos linfonodos locais. Pode ser necessária a realização de colostomia ou enterostomia (bolsas no abdome para coleta de fezes) temporárias ou definitivas.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será a taxa de cura, chegando a 95% de sobrevida.

Dr. Seiji Miyata, médico do Instituto Mario Penna.

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