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"Ontem, recebi minha alta depois de 7 anos de tratamento e acompanhamento dessa ótima instituição e toda a sua equipe."

A importância de se manter a saúde psicológica no combate ao câncer

04/04/2018 Por: Instituto Mário Penna Categoria: Saúde e Câncer



A saúde emocional tem grande importância e relevância em todas as fases do tratamento oncológico. O paciente passa momentos de angústia, desespero, raiva, negação e perdas decorrentes do adoecimento, que fazem parte desse processo assim como a esperança e as frustrações. Perde-se a segurança, funções físicas, mudanças na imagem corporal, independência, autonomia, autoestima, inclusive o respeito que lhe foi dado até então e de seus projetos. A assistência psicológica oferecerá ao paciente suporte emocional ao entrar em contato com o diagnóstico e posteriormente com o tratamento, longo e invasivo, desmistificando a doença o lado assustador do câncer, proporcionado à saúde mental, que auxiliará no processo de recuperação e aceitação do adoecimento.

É importante empoderar o paciente sobre seu adoecimento, trabalhando com estratégias para enfrentar o mesmo, resgatando a saúde psicológica, evitando o desgaste mental e a angústia diante da falta de informações. A comunicação eficaz entre a família, o paciente e a equipe será um dos principais pontos do tratamento, sendo fundamental a clareza de informações, os limites do diálogo e o cuidado para proporcionar ao paciente a certeza de não ser abandonado por ambas as partes, consequentemente obtém-se uma melhor resposta ao tratamento.

O resgate das condições psíquicas proporcionará o paciente e a família a pensar e dialogar livremente sobre a doença, buscando legitimar seu sofrimento, as mudanças de hábito e ritmos de vida, e contribuir para a elaboração das experiências de adoecimento, processo de morte e luto. O contexto hospitalar e o adoecimento geram sofrimento psíquico, e ao atuar com intervenções adequadas e precisas junto à equipe, proporcionaremos saúde mental e uma possibilidade de melhoria na saúde física do paciente.

Gizelle Mesquita – Supervisora de Psicologia Hospitalar do Instituto Mário Penna

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