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A importância da Psicologia na Oncologia.

05/09/2018 Por: Instituto Mário Penna Categoria:



A Psico-oncologia consiste na interface entre a psicologia e a oncologia e traz como possibilidade a reestruturação da pessoa adoecida e reinserção do sujeito no mundo. Essa proposta vai de encontro com os princípios da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1996) que define saúde não apenas como ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidade. O adoecimento pelo câncer não é simplesmente um fato físico, mas um problema que diz respeito a pessoa como um todo, incluindo não apenas o corpo, mas também as emoções e a mente.

Os mitos em torno da doença e a subjetividade da pessoa adoecida, influenciam na maneira de elaborar as etapas do tratamento. A família também sofre em função das dúvidas e inseguranças da notícia sobre o câncer. Tanto os valores, quanto a história de vida, conhecimentos prévios, podem interferir na forma de lidar com a doença e sua aceitação ou negação.

Ao se deparar com o diagnóstico oncológico e o tratamento, o paciente e sua família vivenciam situações ligadas a angústia, ansiedade, medo e fantasias frente aos paradigmas do câncer, podendo influenciar a auto-imagem, a mudança na rotina diária,  dinâmica familiar e de trabalho, além de aspectos relacionados à sexualidade. Tais questões, podem provocar depressão, incertezas quanto ao futuro, transtornos gerais, dificuldade no relacionamento familiar e interpessoal.

O sofrimento emocional associado a doença, se ignorado, pode acarretar redução significativa na qualidade de vida do paciente e de seus familiares a afetar de forma negativa a adesão ao tratamento e reabilitação. O papel do psicólogo será oferecer uma escuta clínica de forma ética e com excelência, buscando assegurar uma assistência integral e humanizada, com intuito de alcançar uma melhora na condição psíquica, minimizando os impactos sofridos durante o adoecimento.

A Psicologia busca em seu trabalho dar voz a subjetividade da pessoa adoecida bem como seus familiares e equipe, dando-lhes um espaço a ser construído. Através da fala, é ofertado ao paciente a possibilidade da construção de um posicionamento mais ativo frente a seu tratamento e escolhas, além de melhor enfrentamento da doença e adaptações necessárias. Para realização de um trabalho com o olhar integral para o adoecido, cabe ressaltar a importância da atuação conjunta da equipe interdisciplinar, dando voz ao desejo do paciente nas tomadas de decisões em seu tratamento e aspectos emocionais envolvidos durante e pós- tratamento.

Torna-se primordial a comunicação eficaz entre a equipe, paciente e família, proporcionando maior entendimento do contexto vivenciado e autonomia do paciente frente seu tratamento. Através da comunicação e intervenções da Psicologia, é possível se promover o resgate da subjetividade do paciente e sua família, indo além do campo da doença, permitindo a ressignificação da vida.

Equipe de Psicólogas do Instituto Mário Penna.

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